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Governança e Cultura de Dados em Gestão Universitária

O encontro de representantes de gestão de indicadores universitários focou no desafio da cultura e governança de dados, essenciais para a tomada de decisão. A principal dificuldade é garantir a qualidade e a consistência do dado, o que demanda a criação de normativas e sistemas robustos. Estratégias como o uso de interlocutores nas grandes áreas e o posicionamento estratégico dos escritórios próximos à alta gestão são cruciais para transformar o dado bruto em informação útil. Reforçando que a gestão de dados é uma evolução constante que não pode retroceder , o grupo planeja investir em inovação, como a Inteligência Artificial (IA), e expandir a colaboração através do Projeto Métricas para os países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) .


Mesa com os representantes das seis universidades públicas sediadas no estado de São Paulo durante o II Encontro da Comunidade Métricas em 10 de setembro de 2025


O recente encontro de representantes de escritórios de gestão de indicadores universitários sublinhou um panorama de progressos notáveis e desafios compartilhados, mantendo o foco na consolidação da cultura do dado e no aperfeiçoamento da governança. Uma dificuldade central amplamente reconhecida é a garantia da qualidade e consistência dos dados, que frequentemente geram incertezas até mesmo entre os “donos do dado”.

Para responder às demandas institucionais, como o acompanhamento de macroindicadores do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), alguns escritórios têm adotado a criação de interlocutores nas grandes áreas universitárias. Essa metodologia, que envolve dirigentes e técnicos, visa validar os dados e responder a questionamentos sobre sua adequação, mostrando-se eficaz na identificação de cálculos incompletos. Contudo, a cultura de análise exige uma construção contínua; é fundamental que as áreas compreendam o valor da validação constante para extrair o máximo de informação para a tomada de decisão.

Posicionamento Estratégico e Governança: Transformando Dado Bruto em Informação


O fortalecimento da governança de dados é visto como uma métrica de gestão essencial, exigindo a estruturação de processos, procedimentos e políticas para a coleta, armazenamento, uso e compartilhamento de informações. Desafios como a identificação de inconsistências demandam o desenvolvimento de novas normativas ou a criação de sistemas mais robustos.

O posicionamento estratégico do escritório, ligado diretamente à reitoria ou coordenadoria geral, é um facilitador crucial, pois confere maior legitimidade e permite a atuação em gestão, políticas institucionais e tomada de decisão. Além disso, os desafios foram categorizados em Institucionais (cultura), Infraestrutura (sistemas, interoperabilidade) e Legais (conformidade). O trabalho não se limita à coleta, mas à transformação, pois “dado não é informação”. A escolha e o uso do dado dependem da pergunta estratégica, sendo fundamental a proximidade com as pró-reitorias para essa transformação em informação útil .

Visão de Futuro e Colaboração Coletiva: Inovação e Expansão

As perspectivas futuras dos escritórios de dados envolvem a otimização, acessibilidade e inovação. Há uma busca por reduzir pedidos pontuais, permitindo que os usuários acessem diretamente as informações em painéis, embora o atendimento operacional ainda seja visto como essencial para avaliar constantemente a qualidade dos dados .

A transformação digital está na mira, com investimentos no estudo e uso de Inteligência Artificial (IA) e aprendizado de máquina para auxiliar na obtenção de dados e em análises preditivas. Outras metas incluem a expansão do acesso à comunidade externa e a criação de indicadores específicos de impacto social . A gestão de dados é uma evolução constante e não pode retroceder, visto que nenhuma gestão pode prescindir de decisões baseadas em dados claros e acessíveis . Para solidificar essa cultura, a colaboração e a liderança são cruciais .

O Projeto Métricas, ao conectar e capacitar pessoas, atua como um catalisador de mudanças culturais , com planos de expansão para os países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP), começando por Angola, Moçambique e Cabo Verde .