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O Desafio da Retomada Pós-Pandemia e a Aposta em Dados
A primeira missão da nova gestão foi orquestrar o retorno às aulas presenciais em 2022, após dois anos de ensino remoto emergencial. Para garantir uma transição segura, foi criado o Programa de Apoio Pedagógico, que ofereceu bolsas para tutores, auxiliando no processo.
A gestão acadêmica foi modernizada com a implementação de dashboards digitais, ferramentas que permitem monitorar o desempenho dos cursos e identificar lacunas, apoiando a criação de planos de melhoria em cada unidade. Para viabilizar essas iniciativas, a PRG distribuiu um total de R$ 230 milhões para que os campi pudessem atualizar equipamentos e espaços.

Inclusão e Novos Caminhos para o Ingresso
Buscando maior diversidade e o preenchimento efetivo de vagas, a universidade reestruturou seus processos seletivos. A adesão ao ENEM-USP em substituição ao SISU elevou a taxa de aproveitamento de vagas de 50% para um impressionante 95%. A grande novidade foi o Provão Paulista Seriado, uma parceria com o governo estadual para atrair estudantes da rede pública. A iniciativa se mostrou um sucesso, preenchendo 92% das 1.500 vagas na primeira edição e atraindo alunos de mais de 250 municípios.
A gestão também investiu em programas de apoio estudantil e reforçou a curricularização da extensão, integrando atividades de interação com a sociedade diretamente nos currículos. A valorização das licenciaturas foi um pilar, com a atualização do Programa de Formação de Professores da USP e o fortalecimento de parcerias com a Secretaria de Educação para estágios em escolas públicas.
Adesão ao ENADE e o Olhar para o Futuro
Um marco histórico foi a decisão da USP de aderir ao ENADE e ao Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES). A medida, que encerrou um período de isolamento da universidade em relação à avaliação externa da graduação, permite agora que a instituição compare seus cursos com o restante do país, buscando aprimoramento contínuo.
O pró-reitor destacou a importância de parcerias estratégicas, como o convênio com a Prefeitura de São Paulo, que abrirá vagas de estágio para 4 mil alunos, e a renovação qualificada do convênio COAPES, que permite o uso de equipamentos do SUS na formação de estudantes da área da saúde.
No que se refere aos desafios futuros, Segurado apontou a necessidade de maior flexibilidade nas matrizes curriculares para acompanhar as demandas do mercado de trabalho e o uso estratégico da inteligência artificial no processo educacional. Ele concluiu que a excelência acadêmica e a pesquisa de ponta, marcas do DNA da USP, devem se aliar a um fortalecimento da relação com a sociedade para garantir a autonomia e sustentabilidade da universidade. A missão, ele defende, é garantir que cada um dos 60 mil alunos conclua sua jornada com sucesso, com o apoio necessário para superar as lacunas de formação e prosperar em sua carreira.
